A seda de Como para o fabrico de gravata

Como, berço da seda.

Como dizia Flaubert, « gostaríamos de viver aqui e morrer aqui ». Como e as margens do seu « lago sublime » magistralmente descritas por Stendhal na Cartuxa de Parma sempre foram uma fonte de inspiração para a literatura e o cinema. De Alfred Hitchcock que aí realizou o seu primeiro filme – mudo – em 1925 a Star Wars passando por Casino Royale, numerosos são os filmes tendo como cenário uma das esplêndidas vilas que bordejam o lago. Aquele que os italianos chamam « il Lario » é hoje um lugar de veraneio privilegiado onde vêm relaxar grandes fortunas e atores de Hollywood entre duas filmagens. É preciso dizer que tem tudo a seu favor: os Alpes majestosos, as águas límpidas, a vegetação luxuriante, as cores cintilantes dos palácios do Renascimento... sem esquecer a cozinha italiana tradicional que mistura legumes mediterrânicos e peixes do lago como o missoltini. Venha descobrir um dos segredos da confeção das nossas gravatas e viaje connosco no Norte de Itália.

Seda de itália para as gravatas

História da seda

A história da sericicultura é muito antiga. As origens mais longínquas da seda foram descobertas na China, na província de Henan e datariam de 3630 antes de J.C, durante o neolítico chinês. Primeiro reservada ao imperador e à sua elite, as restrições sobre o uso da seda acabaram por desaparecer e ela tornou-se mais popular, mesmo que permanecesse reservada aos burgueses. A produção da seda na China cresceu e tornou-se uma verdadeira indústria luxuosa.

Utilizada como moeda de troca durante um tempo no seio do império, a seda saiu das fronteiras chinesas para fazer a sua entrada no império bizantino por volta do ano 550. Cópias da sericicultura instalaram-se nos impérios persa e bizantino no final do século VI, mas nunca conseguiram obter a mesma qualidade de tecido.

A seda faz definitivamente a sua entrada na Europa, mais precisamente em Itália, por volta dos anos 1100 e desde então começou a Rota da Seda que permitia o comércio desta fibra entre a Europa e a Ásia.

Como sempre foi a cidade italiana mais apta a cultivar a seda graças ao clima favorável e às temperaturas adequadas para o crescimento das amoreiras, árvores favoritas dos bichos-da-seda. O bicho-da-seda é uma mariposa noturna e a sua lagarta (bicho-da-seda) alimenta-se das folhas desta árvore. No final do século XVIII, Como produzia até 6000 toneladas de casulos (permitindo criar o fio de seda) por ano. O período pós Segunda Guerra Mundial marcou o declínio da sericicultura em Como, uma vez que se tornou mais barato importar a seda diretamente da China. Os produtores de seda italianos fecharam gradualmente devido à falta de competitividade, mas Como continuou a destacar-se na tecelagem desta fibra.

História da seda

O lugar da seda em Como hoje

Hoje, a cidade de Como importa os fios de seda mas mantém uma tecelagem de muito alta qualidade, que se tornou uma arte praticada há gerações. Confeccionam nomeadamente tecidos para personalidades como Michelle Obama, Kate Middleton ou ainda para grandes casas de moda. Como produz cerca de 85% dos tecidos de seda italianos e 70% dos tecidos de seda europeus.

A conceção é realizada em várias etapas. A fiação consiste em retirar os fios de seda dos casulos, que são mergulhados em água fervente para serem amolecidos e depois agitados para libertar os fios. De seguida, a torção é a etapa que permite ao fio de seda ser tecido. Esta etapa consiste em torcer o fio sobre si mesmo para aumentar a sua resistência e melhorar o seu aspeto. É neste momento que o fio tomará a sua forma final para as diferentes tecelagens (crepe, grenadine, cetim...). A elaboração do tecido de seda é obtida através de um entrelaçamento dos fios de urdume e de trama.

No entanto, diferentes desafios colocam-se para Como hoje. A cidade gostaria particularmente de retomar a sericicultura para não ter de importar a seda. Desta forma, o fabrico seria inteiramente realizado em Itália, da matéria-prima ao produto acabado.

Fio de seda tradicional

Porquê que a The Nines escolheu Como para a seda das suas gravatas

Confessemos, é um grande privilégio ir conhecer os nossos fornecedores num tal cenário! Porque Como é também um alto lugar histórico da seda italiana desde o final do século XV, quando Ludovico Sforza, duque de Milão, decidiu substituir progressivamente a produção tradicional de lã pela criação de bichos-da-seda. As margens do lago abrigam desde então os segredos de um saber-fazer antigo, associando técnicas de produção tradicionais e perfeccionismo milimétrico. Desde o século XVII, as sedas de qualidade irrepreensível que aí são tecidas maravilham toda a Europa.

Elas são ainda hoje particularmente procuradas pelas maiores casas de costura – e pela The Nines! Estamos assim orgulhosos de trabalhar com estes tecelões de saber-fazer plurissecular e felizes por poder partilhar convosco as suas realizações! Podemos assim oferecer-vos gravatas em grenadine de seda de qualidade irrepreensível, gravatas em tricot de seda dignas de casas de costura reputadas, gravatas em seda entrançada suaves e com um caimento impecável, gravatas cetim de seda mas também gravatas em seda estampada muito elegantes.

A seda de Como permite-nos nomeadamente propor-vos gravatas de casamento numa multitude de nuances e tecidas de diferentes maneiras.

O lago de como

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